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QUANDO A RELIGIÃO FAZ MAL À SAÚDE

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QUANDO A RELIGIÃO FAZ MAL À SAÚDE

Mensagem por Altar em Ter Out 23 2018, 11:30

Nas últimas décadas tem vindo a ser estudado o Síndrome do Trauma Religioso (STR), isto é, a condição clínica das pessoas que vivem a experiência de abandono dum meio religioso autoritário e castrador. Mas a religião está muito para lá disto

Sair duma comunidade controladora torna-se um percurso difícil, que origina confusão de conceitos e quebra de modelos pessoais, podendo até produzir sintomas semelhantes aos do Transtorno de Stresse Pós-Traumático, que muito militares trazem consigo de regresso a casa, em consequência da destruição, sofrimento e morte vividos em teatro de guerra.

Os investigadores afirmam que, apesar de cada pessoa os viver a seu modo, os impactos de ambos prolongam-se no tempo, e são caracterizados por “pensamentos intrusivos, estados emocionais negativos, convivência social deficiente, confusão mental, dificuldade em tomar decisões e pensar por si mesmo, falta de sentido ou direcção na vida, baixa autoestima, ansiedade de estar no mundo, ataques de pânico, medo da condenação, depressão, pensamentos suicidas, distúrbios do sono e alimentares, abuso de substâncias, pesadelos, perfeccionismo, desconforto com a sexualidade, imagem corporal negativa, problemas de controle de impulso, dificuldade de desfrutar o prazer ou estar presente no aqui e agora, raiva, amargura, traição, culpa, sofrimento e perda, dificuldade em expressar emoções, ruptura da rede familiar e social, solidão, problemas relacionados com a sociedade e questões de relacionamento pessoal.”

Alguém comparou a dificuldade em sair do universo fechado duma comunidade religiosa castradora, à que a mulher vítima de violência doméstica revela em se separar do marido que a maltrata. Também neste caso a vítima sente que a culpa é sua pelos problemas que enfrenta e tende a permanecer na situação na esperança de que as coisas mudem. Fazem-no porque desconhecem frequentemente outras opções de vida possíveis, ou porque têm medo do vazio e não sentem coragem de reconstruir a sua própria realidade, autoestima, senso de identidade, amor-próprio e autoconfiança.

É claro que os grupos religiosos autoritários, também denominados seitas destrutivas, são subculturas onde a conformidade é requisito de admissão, na linha duma fidelização quase canina dos fiéis, mas não caracterizam de perto nem de longe a generalidade do fenómeno religioso, que é transcultural, universal e que acompanhou e acompanhará a existência da espécie humana até ao fim dos tempos.

A verdade é que o ateísmo – outra forma de religião, neste caso uma religião sem Deus – municiará sempre os seus ataques à fé religiosa invocando este fenómeno e esquecendo propositadamente todos os benefícios que as religiões trouxeram na organização e promoção dos indivíduos, na coesão social e nas civilizações humanas.

A verdade é que, se quisermos ser honestos, teremos de reconhecer que existem inúmeros grupos religiosos que reúnem pessoas, promovem o autoconhecimento e o desenvolvimento pessoal, tendo por isso que ser considerados integrativos e saudáveis. Tais comunidades de fé atribuem valor ao respeito pelas diferenças e tendem a promover nos fiéis autonomia e empoderamento. Em muitos casos funcionam como centros de apoio social, integram os imigrantes, dão suporte aos mais vulneráveis (desempregados, idosos, pobres, doentes e pessoas enlutadas ou em processo de ruptura relacional). Propiciam actos comunitários integrativos como eventos e ritos de passagem, promovem a partilha e o serviço à comunidade e ao próximo, assim como o empenho e voluntariado nas causas sociais. No plano espiritual promovem práticas de promoção da saúde emocional e mental, como a oração, a meditação e princípios de vida sãos que facilitam o equilíbrio e a harmonia interior.

Já nas seitas destrutivas, a exigência de submissão, a ausência de qualquer espécie de espírito crítico, o autoritarismo, o controlo e a invasão da intimidade pessoal, a ameaça velada ou explícita e a manipulação de sentimentos e emoções, não só condicionam o crescimento pessoal dos fiéis como provocam diversos tipos de danos à saúde.

É muito mais fácil reconhecer os danos causados em vítimas de abuso sexual ou de catástrofes naturais, mas o Síndrome do Trauma Religioso pode não ser menos prejudicial, tanto na fase de imersão em grupo religioso abusivo como no impacto secundário de o abandonar, pois quem se atrever a deixar o grupo, corre o risco de perder igualmente toda a sua rede de referências e apoio relacional (amigos e familiares).

Se é o seu caso, salte fora rapidamente. Lembre-se: Deus não é um tirano. E, como dizia Jesus Cristo: “Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (Evangelho de João 8:36).

http://visao.sapo.pt/opiniao/2018-10-23-Quando-a-religiao-faz-mal-a-saude

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interessante artigo



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Re: QUANDO A RELIGIÃO FAZ MAL À SAÚDE

Mensagem por River raid em Seg Out 29 2018, 12:48

Arder na fogueira faz um mal tremendo à saúde!

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Re: QUANDO A RELIGIÃO FAZ MAL À SAÚDE

Mensagem por hocosi em Ter Out 30 2018, 12:49

6 motivos por que a religião faz mal para a sociedade.

Em 2010, o sociólogo Phil Zuckerman publicou o livro “A Sociedade sem Deus: O que as nações menos religiosas podem nos dizer sobre o Contentamento”. Zuckerman alinhou provas de que as sociedades menos religiosas tendem também a ser as mais pacíficas, prósperas e justas, com políticas públicas que ajudam as pessoas a florescer, enquanto diminuem o desespero e a gula econômica.

Podemos discutir se a prosperidade e a paz levam as pessoas a ser menos religiosas ou vice-versa. Na verdade, as evidências apóiam a visão de que a religião prospera com a ansiedade existencial. Mas, mesmo se este for o caso, há boas razões para suspeitar que a ligação entre religião e sociedades com problemas vai nos dois sentidos. Aqui estão seis indicativos de que religiões fazem com que seja mais difícil alcançar a prosperidade pacífica.

1. A religião promove o tribalismo. Infiel, selvagem, herege. A religião divide entre conhecedores e estranhos. Ao invés de boas intenções, os adeptos muitas vezes são ensinados a tratar estranhos com desconfiança. “Não vos ponhais em jugo desigual com incrédulos”, diz a Bíblia cristã. “Eles querem que você não creia como eles não creem, e então vocês serão iguais; portanto, não sejais amigos deles “, diz o Alcorão (Sura 4:91).

Na melhor das hipóteses, ensinamentos como esses desencorajam ou mesmo proíbem os tipos de amizade e casamentos mistos que ajudam clãs e tribos a passarem a fazer parte de um todo maior. Na pior das hipóteses, os forasteiros são vistos como inimigos de Deus e da bondade, potenciais agentes de Satanás, sem moralidade e não confiáveis. Os crentes podem se amontoar, antecipando o martírio. Quando tensões latentes entram em erupção, sociedades se dividem com falhas sectárias.

2. A religião ancora crentes à Idade do Ferro. Concubinas, encantamentos mágicos, povo escolhido, apedrejamentos… A Idade do Ferro foi uma época de superstição galopante, ignorância, desigualdade, racismo, misoginia e violência. A escravidão tinha sanção de Deus. Mulheres e crianças foram literalmente posses dos homens. Pessoas desesperadas sacrificavam animais, produtos agrícolas, e os soldados inimigos organizavam holocaustos com o objetivo de apaziguar os deuses.

Os textos sagrados, incluindo a Bíblia, a Torá e o Alcorão, preservaram e protegeram os fragmentos da cultura da Idade do Ferro, colocando o nome de Deus para endossar alguns dos piores impulsos humanos. Qualquer crente que queira desculpar o seu próprio temperamento, senso de superioridade, belicismo, intolerância ou destruição planetária pode encontrar validação nos escritos que afirmam ser de autoria de Deus.

Hoje, a consciência moral da humanidade está evoluindo, fundamentada em uma compreensão cada vez mais profunda e mais ampla da Regra de Ouro. Mas muitos crentes conservadores não podem avançar. Eles estão ancorados à Idade do Ferro. Isto os coloca contra as mudanças em uma batalha interminável que consome energia e atrasa a resolução criativa de problemas.

3. A religião faz da fé uma virtude. Confie e obedeça pois não há maneira de ser feliz sem Jesus. O Senhor opera de formas misteriosas, dizem os pastores a pessoas abaladas por um câncer no cérebro ou um tsunami. A fé é uma virtude.

Como a ciência ganhar o território que já foi da religião, crenças religiosas tradicionais exigem cada vez maiores defesas mentais contra informações ameaçadoras. Para ficar forte, a religião treina os crentes para a prática do auto-engano, afastando evidências contraditórias. Esta abordagem se infiltra em outras partes da vida. O governo, em particular, torna-se uma luta entre ideologias, em vez de uma busca para descobrir entre soluções práticas, baseadas em evidências que promovam o bem-estar.

4. A religião desvia impulsos generosos e boas intenções. Sentiu-se triste sobre o Haiti? Doe para nossa mega-igreja. Grades campanhas em tempos de crise, felizmente, não são a norma, mas a religião redireciona a generosidade a fim de perpetuar a própria religião. Pessoas generosas são incentivadas a dar dinheiro para promover a própria igreja, em vez de o bem-estar geral. A cada ano, milhares de missionários atiram-se ao duro trabalho de salvar almas em vez de salvar vidas ou salvar o nosso sistema de suporte de vida planetária. O seu trabalho, livre de impostos, engole capital financeiro e humano.

Os judeus ortodoxos gastam dinheiro em perucas para mulheres. Os pais evangélicos, forçado a escolher entre a justiça e o amor, chutam adolescentes gays para a rua.

5. A religião promove a inação. O que há de ser, será. Confia em Deus. Todos já ouvimos essas frases, mas às vezes não reconhecemos a profunda relação entre religiosidade e resignação. Nas maioria das seitas conservadores do judaísmo, cristianismo e islamismo, as mulheres são vistas como mais virtuosas se deixarem Deus gerir o seu planejamento familiar. As secas, a pobreza e o câncer são atribuídos à vontade de Deus, em vez de às decisões erradas; fieis esperam que Deus resolva os problemas que eles poderiam resolver por si próprios.

Essa atitude prejudica a sociedade em geral, bem como os indivíduos. Quando as maiores religiões de hoje surgiram, as pessoas comuns tinham pouco poder de mudar as estruturas sociais, quer através da inovação tecnológica ou da defesa. Viver bem e fazer o bem, em grande parte, eram assuntos pessoais. Quando essa mentalidade persiste, a religião inspira piedade pessoal sem responsabilidade social. Os problemas estruturais podem ser ignorados, enquanto o crente é gentil com amigos e familiares e generoso para com a comunidade tribal de crentes.

6. As religiões buscam o poder. As religiões são instituições criadas pelo homem, assim como empresas com fins lucrativos. E, como qualquer empresa, para sobreviver e crescer uma religião precisa encontrar uma maneira de construir poder e riqueza e competir por participação de mercado. Hinduísmo, Budismo, Cristianismo, qualquer grande instituição religiosa duradoura é tão especialista nisso como a Coca-cola ou a Chevron. E estão dispostos a exercer seu poder e riqueza no serviço de auto-perpetuação, ainda que prejudiquem a sociedade em geral.

Na verdade, prejudicar a sociedade pode realmente ser parte da estratégia de sobrevivência da religião. Nas palavras do sociólogo Phil Zuckerman e do pesquisador Gregory Paul, “nem uma única democracia avançada que goza de condições sócio-econômicas benignas mantém um alto nível de religiosidade popular.” Quando as pessoas se sentem prósperas e seguras, a dependência da religião diminui.

https://www.diariodocentrodomundo.com.br/6-motivos-por-que-a-religiao-faz-mal-para-a-sociedade/



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Re: QUANDO A RELIGIÃO FAZ MAL À SAÚDE

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