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Serei eu Ateu, Agnóstico ou Cristão?

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Serei eu Ateu, Agnóstico ou Cristão? Empty Serei eu Ateu, Agnóstico ou Cristão?

Mensagem por Kristy123 em Ter Jan 22 2019, 19:18

Serei eu Ateu, Agnóstico ou Cristão?


Achei interessante abrir este tópico, para conseguirmos abordar aqui algumas questões ou opiniões.

Vamos primeiro à definição/significado:


O que é Ateu:

Ateu é quem não crê em Deus ou em qualquer "ser superior". A palavra tem origem no grego “atheos” que significa “sem Deus, que nega e abandona os deuses”. É formado pela partícula de negação “a” juntamente com o radical “theos” (deus).
O termo nasceu na Grécia Antiga para descrever aquelas pessoas que rejeitavam as divindades adoradas por grande parte da sociedade. Eram considerados ímpios por não acreditarem nos muitos deuses venerados.

Nas religiões teológicas (que envolvem a crença em um ser divino), um ateu é aquele que nega a existência de um ser supremo, onipotente (que pode tudo), onisciente (que sabe tudo) e onipresente (que está ao mesmo tempo em todos os lugares).

O ateísmo é a "doutrina" dos ateus. É uma postura filosófica que rejeita a ideia de existência de quaisquer deuses. É uma atitude de descrença perante a afirmação religiosa de que existem divindades e de que elas exercem influência no universo e na conduta humana.
Um ateu pode ter uma atitude ativa (quando defende de forma veemente a ausência de qualquer deus) ou uma atitude passiva (quando nega apenas por não haver provas que demonstrem a existência da divindade).

A atitude passiva é uma forma de agnosticismo, em que os ateus agnósticos não acreditam em Deus, mas ao mesmo tempo não descartam a possibilidade de existência.


O que é Agnóstico:

Agnóstico é aquele que considera os fenômenos sobrenaturais inacessíveis à compreensão humana. A palavra deriva do termo grego agnostos que significa “desconhecido" ou "não cognoscível”.
Os agnósticos são seguidores do agnosticismo, que considera inútil discutir temas metafísicos, pois são realidades não atingíveis através do conhecimento. Para os agnósticos, a razão humana não possui capacidade de fundamentar racionalmente a existência de Deus.

Um agnóstico pode ser teísta ou ateísta. Um agnóstico teísta admite que não tem conhecimento que comprove a existência de Deus, mas acredita na possibilidade da existência de uma ou mais divindades. Por outro lado, o agnóstico ateísta também admite não possuir conhecimento que comprove a não existência de Deus, mas não acredita na possibilidade que exista uma divindade.

O termo “agnóstico” foi usado no século XIX pelo naturalista inglês Thomas Henry Huxley (1825-1895), quando descreveu sua dúvida a respeito de algumas crenças religiosas, do poder atribuído a Deus e do sentido da vida e do universo. Desde então, muitos estudiosos escreveram sobre o assunto.


Diferença entre agnóstico e ateu

Num sentido religioso, agnóstico é aquele que não acredita na existência de deus ou de um "ser superior", porém não nega essa possibilidade, por se encontrar num patamar racionalmente inacessível. É diferente do ateu, que não tem crença ou religião e que não acredita na existência de deus(es) ou qualquer outra entidade superior.


O que é Cristão:
Cristão é todo o indivíduo que adere ao cristianismo, uma religião monoteísta abraâmica centrada na vida e nos ensinamentos de Jesus de Nazaré, e que foi profetizada na Bíblia hebraica (Antigo Testamento).[1] Além disso os cristãos também dão ênfase aos ensinamentos de Jesus, que acreditam ser o Filho de Deus, como o respeito aos Dez Mandamentos, a forma como Jesus interpreta a Lei do Amor: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. ~ E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.(Mateus 22:37-39) e o estudo dos ensinamentos de Cristo contidos nos Evangelhos do Novo Testamento.No livro de João 1:12 diz: Mas a todos quantos o receberem, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome.
Um verdadeiro Cristão é alguém que se arrependeu do seu pecado e colocou sua fé e confiança somente em Jesus Cristo.
A sua confiança não é em seguir uma religião ou um conjunto de códigos morais, ou uma lista de faças e não-faças.



Qual é a vossa opinião sobre este artigo? :

O que podemos pensar dessa e de outras afirmações típicas dos ateus?
Há pessoas que se consideram autossuficientes em sua “bondade”. O venerável Arcebispo Fulton Sheen se referia ironicamente a elas como como the nice people – pessoas legais.
As pessoas legais veem a crença em Deus como necessária somente aos mais fracos, que precisam que uma força divina os obrigue a agir de forma ética e solidária, sob ameaça de punição.
De fato, não é preciso ter uma religião para ser um cidadão correto. “Todos temos um código moral intrínseco. Não preciso dos Dez Mandamentos para saber que não devo matar alguém”, disse o autor agnóstico Dan Brown. Essa declaração está de acordo com o ensinamento de São Paulo:
Os pagãos, que não têm a lei, fazendo naturalmente as coisas que são da lei, embora não tenham a lei, a si mesmos servem de lei; eles mostram que o objeto da lei está gravado nos seus corações, dando-lhes testemunho a sua consciência, bem como os seus raciocínios, com os quais se acusam ou se escusam mutuamente. (Romanos 2, 14-15)
A ideia comum de “boa pessoa” é simplesmente a de alguém que não mata e não rouba, e que, eventualmente, até pratica alguns atos de solidariedade. Isso é bem distante do ideal cristão de “homem novo”: aquele que busca alcançar a santidade. Para sem bom (dentro do critério de bondade meramente mundano), ninguém precisa de religião. Mas para ser santo, só mesmo implorando a graça de Deus.

Essa diferença fica clara no encontro de Cristo com o jovem rico. O jovem não matava, não roubava, respeitava os pais, não mentia. Tudo isso ele já fazia, mesmo antes de ter encontrado o Senhor. Porém, Jesus lhe indicou que, se o seu desejo era ir além e alcançar a perfeição, deveria deixar seus bens e segui-Lo (Mateus 19,16-21).
Cristo e o Evangelho não são métodos de aprimoramento pessoal.
Quem vê a religião assim, acaba desanimando e abandonando a prática religiosa, ou então se afunda cada vez mais no moralismo – uma prática devocional que se reduz ao seguimento de regras. Porque, mais cedo ou mais tarde, a pessoa descobre que não precisa de Cristo para ser uma pessoa legal (nice people), com um comportamento considerado ético e até admirável pela sociedade.

O cristianismo não tem por objetivo nos ensinar a ser pessoas legais, mas sim nos mostrar como podemos morrer e nascer de novo, ressurgindo para o mundo como novas criaturas. Por isso, Jesus disse a Nicodemos: “quem não nascer de novo não poderá ver o Reino de Deus” (João 3, 3).
Essa morte que precede o renascimento espiritual, necessariamente, passa pela dor de carregar com amor as nossas cruzes diárias – desde as pequeninas até as grandes cruzes.
“Eu era um bêbado. Vivia drogado. Hoje estou curado, pois encontrei Jesus! Encontrei Jesus!” (Grupo Asa de Águia. Xô Satanás). Os versos desse “clássico” da música axé expressam uma verdade: a religião tem um efeito moralizador, que injeta equilíbrio em vidas que antes estavam perdidas no caos. São muitos os testemunhos de pessoas que viviam no crime, na prostituição ou escravizadas pelas drogas, e que só se libertaram dessas amarras após abraçarem alguma prática religiosa. Obviamente, isso não é ruim, é muito bom. Entretanto, a religião não existe meramente para isso.
Reduzir o papel da religião à tarefa de nos tornar “bons meninos” e “boas meninas” (ou “homens e mulheres de bem”) é equipará-la à prática esportiva, à psicanálise, às ONGs ou à meditação. Porque, assim como muitos largaram as drogas, o crime e a prostituição graças à igreja, outros tantos conseguiram o mesmo efeito por aqueles outros meios.

Jesus Cristo não tomou bofetada na cara e morreu na cruz para fazer o mesmo que um bom terapeuta, um grande amor humano ou uma mãe brava com uma chinela nas mãos poderiam fazer. Ele é Deus! A proposta de Cristo não é nos tornar pessoas melhores: é nos fazer NOVAS CRIATURAS.
Dar-vos-ei um coração novo e em vós porei um espírito novo; tirar-vos-ei do peito o coração de pedra e dar-vos-ei um coração de carne. Dentro de vós meterei meu espírito, fazendo com que obedeçais às minhas leis e sigais e observeis os meus preceitos. (Ezequiel 36 26-27)

A Boa Nova é uma doutrina de regeneração radical, não de mero aprimoramento. É uma proposta de vida para pessoas que se reconhecem como nada sem Deus.

Isso fica evidente na parábola do fariseu e do publicano:
Subiram dois homens ao templo para orar. Um era fariseu; o outro, publicano. O fariseu, em pé, orava no seu interior desta forma: Graças te dou, ó Deus, que não sou como os demais homens: ladrões, injustos e adúlteros; nem como o publicano que está ali. Jejuo duas vezes na semana e pago o dízimo de todos os meus lucros. O publicano, porém, mantendo-se à distância, não ousava sequer levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, tem piedade de mim, que sou pecador! Digo-vos: este voltou para casa justificado, e não o outro. Pois todo o que se exaltar será humilhado, e quem se humilhar será exaltado. (Lucas 18, 10-14)
Essa passagem do Evangelho é desconcertante! A pessoa mostrada por Cristo como referência é um exemplo de arrependimento, não um exemplo de moral. Porque somente quem reconhece o seu nada está pronto para reconhecer que precisa ser preenchido pelo tudo de Deus.
Nisso consiste o plano de Deus para a nossa vida: nos transformar em um “outro Cristo”: “Eu vivo, mas já não sou eu; é Cristo que vive em mim” (Gálatas 2, 20).
Quem pratica a religião simplesmente como um meio de se “manter na linha” é o tipo que mais facilmente se desespera e perde a fé quando as coisas vão mal. Quando as doenças, as traições, os problemas financeiros, a morte de alguém amado ou a humilhação batem à porta, a pessoa se revolta, pois não acha justo Deus ter permitido tais sofrimentos abaterem alguém “tão bom” como ele: “An, eu não merecia isso!”.

Antes de tudo, Deus não espera de nós um bom comportamento, mas sim ARREPENDIMENTO e FÉ. Sobre essa dupla base, ELE FARÁ A SUA OBRA EM NÓS, Ele transformará nosso coração por meio da ação do Espírito Santo. Por isso São Paulo ensina que seremos salvos pela fé, e não pelas obras, para que ninguém se vanglorie (Efésios 2, 8,9).

Transformados pela graça de Deus, podemos ser cada vez mais capazes de realizar as boas obras, que são o sinal de uma fé verdadeira. Pois Cristo nos criou para as boas ações, que devem ser por nós praticadas (Efésios 2, 10).
(https://pt.aleteia.org/2018/06/29/nao-preciso-de-deus-para-ser-bom/)
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Serei eu Ateu, Agnóstico ou Cristão? Empty Re: Serei eu Ateu, Agnóstico ou Cristão?

Mensagem por EdenOne em Sab Fev 09 2019, 19:38

Não concordo com a essa definição de ateismo, que è feita do ponto de vista enviezado de um crente, e não pelo ateu, mas encaixo no conceito de “ateísmo passivo” / agnosticismo, que não descarta a existencia de divindades, embora afirme não haver qualquer evidência que suporte a afirmação de que elas existam. E acrescento que sou “apateísta” - a existência de deidades, ainda que se comprove algum dia, é inteiramente irrelevante para o modo em como conduzo a minha vida.


"O homem que não pensa por si próprio é um escravo, um traidor de si mesmo e dos seus companheiros". - Robert G. Ingersoll
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